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Polícia

Defesa de advogada presa pela PF alega que houve uma confusão

Kássia Regina Brianez Trulha de Assis foi presa durante operação para desmantelar plano do PCC

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Marina Romualdo
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Advogada Kássia Regina Brianez Trulha de Assis está presa em Campo Grande (Foto: Reprodução/Rede Social)

Presa durante a operação da Polícia Federal, a defesa da advogada Kássia Regina Brianez Trulha de Assis, de 41 anos de idade, informou através de nota que houve uma premente confusão entre as atividades exercidas pela profissional e as causas que esta vem defender em nome de seus clientes.

A operação 'Anjos da Guarda' foi deflagrada na manhã de quarta-feira (10) em três estados. A advogada do Primeiro Comando da Capital (PCC), foi presa e transferida para Presídio Militar Estadual de Campo Grande (MS).

Ação teve como objetivo desmantelar o plano de resgate de líderes de organização criminosa presos nas Penitenciárias Federais de Brasília (DF) e Porto Velho (RO). Segundo a PF, os advogados visitaram o presídio para atender os clientes e se comunicavam em códigos.

Desta forma, a polícia descobriu que o plano contava com uma rede de comunicação estabelecida entre advogados que extrapolavam as suas atividades legais ao transmitir tanto as cobranças dos custodiados quanto os retornos das mensagens dos criminosos envolvidos no resgate.

No entanto, foi apurado que além dos provável resgate dos presos, a organização criminosa pretendia sequestrar autoridades para conseguir a soltura de criminosos dentre as outras ações. Entre os presos estão Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, Cláudio Barbará da Silva, o Barbará, e Valdeci Alves dos Santos, o Colorido. Valdeci, foi preso em abril deste ano e era um dos mais procurados chefes do PCC do país.

Durante a operação, foram cumpridos 11 mandados de prisão preventiva e 13 mandados de busca e apreensão em três estados entre eles – Mato Grosso do Sul, Distrito Federal (Brasília) e São Paulo (São Paulo, Santos e Presidente Prudente).

Confira a nota da defesa:

"Considerando a Operação Anjo da Guarda, onde a Advogada Kassia Assis, foi detida em custódia, a defesa vem descrever que o que houve foi uma premente confusão entre as atividades exercidas pela profissional e as causas que esta vem defender em nome de seus clientes.

Este caso só vem ressaltar o entendimento basilar de que as prerrogativas da advocacia precisam ser respeitadas: a advocacia deve ser inviolável em sua atuação na defesa dos direitos dos cidadãos, devendo ser exercida com toda a liberdade.

A exigência de respeito às prerrogativas do advogado nada mais é do que um direito previsto em lei, porém, sabe-se que a letra fria da lei não impede que ocorram situação prejudiciais, aplicadas simplesmente pelas ações realizadas pelo advogado em rezão de seu ofício.

Por fim, temos que a inocência da profissional será provocada, e todas as situações serão esclarecidas", diz o comunicado.

 

 

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