Vai a Júri Popular acusado de matar colega de cela
Alexandre de Oliveira Gimenes, acusado pela morte de Ailton Rios Heleno, morto dentro do presidio da Gameleira em 2023


Foi a júri popular hoje Alexandre de Oliveira Gimenes, acusado pela morte de Ailton Rios Heleno, morto dentro do presidio da Gameleira em 2023.
Alexandre possui uma lista extensa de passagens pela policia e cumpre pena desde 2021. Ele estava há 11 meses no presidio da Gameleira e há dois meses dividindo a cela com a vitima.
Em seu depoimento, Alexandre alega que a vitima, conhecido como "Nenê sem perna" era o "Disciplina" da cela, responsável pela ordem dos presos. Ele afirma que Ailton era faccionado a uma facção criminosa do Rio Janeiro e possuía uma lista extensa de passagens pela policia além de ter matado o próprio pai.

"Quando eu cheguei, tava tranquilo, mas ele quis começar a colocar ordem e como ele faz parte de uma organização lá do rio janeiro, ele já era refugiado de outros presídios, ninguém queria ele" afirma Alexandre
No dia do crime, Alexandre teria acordado cedo, antes das contagens do presos e teria cantado um louvor, o que incomodou Ailton iniciando assim uma discussão entre os dois. Alexandre que trabalhava em remissão, como barbeiro dos presidiários, havia retornado do dia de trabalho, enquanto Ailton estava costurando bolas com os demais presos na cela, quando a discussão entre os dois retomou. Ailton teria pego o "chuco" (vergalhão de construção, afiado no chão, usado como faca) e partido pra cima de Alexandre, que desarmou Ailton desferindo golpes, matando a vitima na hora.
"Ele veio pra cima de mim, ai eu consegui pegar o chucho, ai ele disse que que se eu peguei era pra furar ele, porque ele não tinha medo e já tinha feito muita coisa, até matado o pai dele" afirmou Alexandre durante o depoimento
Ele alega legitima defesa, que teria se defendido da ação e por isso acabou matando a vitima. Alexandre vai responder pelo crime de homicídio hediondo, com as qualificadoras de motivo torpe, que seria os atritos com a vitima, a qualificadora de meio cruel, causada pelas quantidade de facadas além de ter impedido a defesa da vítima.
Alexandre que já foi condenado há 53 anos de cadeia por outros crimes, agora aguarda a decisão do júri.
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