Proposta reconhece renal crônico como pessoa com deficiência
Projeto de lei entra em período de pauta para possível recebimento de emendas


As pessoas com doença renal crônica poderão ter os mesmos direitos assegurados a que tem deficiência. É o que estabelece o Projeto de Lei 237/2024, apresentado pelo deputado Paulo Corrêa (PSDB) na sessão plenária desta terça-feira (29) na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (ALEMS). Para que haja esse reconhecimento, a proposição altera a Lei 3.181/2006, que trata sobre a política estadual para promoção e integração de pessoas com deficiência.
O projeto inclui dois incisos em artigo que relaciona pessoas com deficiência. Os dispositivos apresentam a seguinte redação: “IV - deficiência orgânica renal crônica estágio; e V - pessoas com transplante renal, pacientes com insuficiência renal crônica, lesão renal progressiva e irreversível da função dos rins em sua fase mais avançada, com identificação no Código Internacional de Doenças (CID) pelos números CID N 18.0, N 18.9 e Z94.0 (rim transplantado)”
“A doença renal crônica (DRC) é uma causa relevante de morbimortalidade no Brasil e no mundo. A Organização mundial da Saúde (OMS) avalia que esta condição afeta cerca de 10% da população mundial, não escolhendo idades, gênero”, informa o deputado na justificativa do projeto. O parlamentar menciona, ainda, que há cerca de 15 milhões de brasileiros com DRC de acordo com a Sociedade Brasileira de Nefrologia.
O projeto entra em período de pauta para possível recebimento de emendas. Depois, seguirá para análise da Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR). Caso o parecer quanto à constitucionalidade for favorável, o projeto continua tramitando com análises e votações das comissões de mérito e em sessões plenárias.
(Fonte: Assessoria de imprensa da ALEMS)
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